Overclock Extremo

Ryzen 7 5800X – Overclock extremo (LN2) e resultados 2D e 3D

No último dia 5, a AMD lançou a nova geração dos Ryzen, representada pela linha 5000 e cuja maior novidade foi a introdução da arquitetura Zen3, que além dos ganhos consideráveis de IPC também trouxe a unificação das CCX em um único "grupo" contendo oito núcleos e 32 MB de cache L3 unificados, reduzindo assim a latência efetiva e melhorando o desempenho em aplicações sensíveis a esse parâmetro... Continue lendo!

Fala pessoal, beleza?

No último dia 5, a AMD lançou a nova geração dos Ryzen, representada pela linha 5000 e cuja maior novidade foi a introdução da arquitetura Zen3, que além dos ganhos consideráveis de IPC também trouxe a unificação das CCX em um único “grupo” contendo oito núcleos e 32 MB de cache L3 unificados, reduzindo assim a latência efetiva e melhorando o desempenho em aplicações sensíveis a esse parâmetro. Para os que ainda não viram, publiquei aqui no site um artigo de lançamento com testes e alguns resultados bastante preliminares de overclock extremo usando o Ryzen 7 5800X.

Por motivo de falta de tempo, afinal de contas, só peguei a amostra na semana do lançamento, alguns tópicos acabaram não sendo abordados como gostaria, por exemplo, testes com overclock para uso diário, influência de ajustes finos de memória no desempenho e mesmo overclock extremo, que como disse anteriormente, os resultados ali apresentados foram obtidos meio que as pressas usando o restinho (no máximo 5L) de LN2 que ainda tinha no dewar e também sem referência do que seria um bom resultado, enfim, esses pontos todos devem ser abordados com o devido carinho em artigos futuros, dito isso, agora irei abordar a questão do overclock extremo incluindo o uso em benchmarks 3D, então, vamos lá! 🙂

O isolamento das peças foi feito com ‘plastidip’ e o processo de aplicação, ou ao menos uma foto dele, pode ser vista nesse artigo. Também foi adicionado papel toalha ao redor do socket, memórias, parte traseira da VGA e outras partes sensíveis, afinal de contas, ainda existe condensação e a água pode acabar indo para lugares onde ela não seria muito bem-vinda, como, por exemplo, contatos e slots. Um adendo importante é que a GPU em questão é a ASRock RX5700 XT Challenger, a mesma que já fiz o review e testes usando gelo seco, como é notório a todos que acompanham esse meio, em muito breve a AMD deve lançar as GPUs RDNA2, portanto, dá para considerar esse artigo como uma espécie de “despedida” da RDNA.

Vamos então à configuração utilizada!

  • Configuração utilizada:

CPU: AMD Ryzen 7 5800X (Obrigado AMD!)

MOBO: Crosshair VIII Impact (UEFI 2311)

VGA: ASRock Radeon RX5700 XT Challenger

RAM: 2x8GB G.Skill FlareX 3200CL14 e 2x8GB Crucial Ballistix Sport LT 3200CL16 (Obrigado Terabyteshop!)

REFRIGERAÇÃO: SF3D Inflection Point + Kingpin TEK-9 FAT + LN2

STORAGE: Sandisk 120 GB e HyperX 4K 120 GB

Software utilizado: Windows 10 x64 build 2004 “Ghostspectre”

Objetivo dos testes: Explorar os limites do Ryzen 7 5800X e da Radeon RX5700 XT no overclock extremo usando nitrogênio liquído em diferentes benchmarks, no caso, os tradicionais 2D, 3D e também frequência máxima na memória.

Detalhes de como foram conduzidos os testes e metodologia estão descritos no texto que acompanham os resultados.

  • Benchmarks 2D:

Em relação ao funcionamento do processador, aqueles parâmetros preliminares obtidos no artigo anterior continuam de pé, em outras palavras, essa amostra apresentou CB em -160 °C e CBB em -140 °C com o FCLK @ 1900MHz curiosamente não apresentando diferença no CB/CBB enquanto usando um FCLK mais baixo, digamos que até 1600MHz, os núcleos também pouco escalaram acima dos 1.7V de modo que o limite nos Cinebench R15 continuou nos 5925MHz enquanto o Geekbench 3 completou com 5900MHz 1.75V, uma melhora de 50MHz sobre o que havia sido obtido anteriormente e por fim, o GPUPI 1B que não havia rodado anteriormente completou @ 5925MHz.

A respeito dos resultados e do ranking no HWBOT, o Cinebench R15 manteve-se os 3455cb como a melhor pontuação obtida por mim e no momento ocupa a terceira posição no ranking global dos CPUs 8x cores, o GPUPI 1B que completou o teste em 57.624s ficou em quarto lugar no referido ranking e por fim, o Geekbench apesar de ter melhorado, permaneceu em terceiro lugar, portanto, acabei não subindo essa nova pontuação.

  • Benchmarks 3D:

Sobre os benchmarks 3D, foram usados o Fire Strike em todos os presets disponíveis (padrão, extreme e ultra) e o Time Spy. Apesar das fotos acima sugerirem que testei separadamente e na ordem correta cada uma das peças, na realidade, a coisa não foi feita dessa maneira, onde a princípio rodei com a GPU na água com CPU congelado para verificar se realmente valia a pena dispender LN2 nesse teste e logo após, ao invés de testar a VGA isoladamente para saber como ela se comportaria com frio, tratei de dar um “all in” congelando tudo de uma vez, o que não se mostrou a melhor das decisões, pois essa 5700XT apresentou um CB na casa dos -55 °C e isso sem considerar o fator “inexperiência”, afinal de contas, já congelei CPU+GPU em uma mesma sessão, porém, apenas usando gelo seco sendo que com LN2 as coisas são um pouco mais complicadas por diversas razões tais como, controle da temperatura em hardware com CB em um pot no qual não conhecia bem o comportamento usando nitrogênio e consumo elevado desse último para quem tem apenas 20L disponíveis, de todo modo, ainda foi possível completar o FS e o TS nessas condições, ainda que aquém dos limites da placa, enquanto os resultados no FSE/FSU foram obtidos apenas com a VGA congelada.

Foi utilizada a ferramenta “MorePowerTool” para fazer os ajustes de Power Tables, aumentando assim os limites de potência, tensão e frequência para a placa, no caso, foram utilizados 1.35V para frequências na casa dos 2300~2360MHz nessa GPU. Sobre o comportamento da CPU nessas condições, funcionou bem, porém, em alguns casos pode ser necessário forçar o PCI-E para o modo 3.0 para se obter estabilidade.

Dos resultados obtidos, foi possível obter ouro no FS/FSU/FSE com pontuações de 31841, 15870 e 8489 pontos, respectivamente, enquanto no Time Spy, foi possível chegar em quinto lugar com uma pontuação de 11452 pontos. Existe margem para melhora no FS/TS por parte das frequências do GPU e no FSE/FSU por parte da CPU, para que tenham uma ideia, foi possível completar o FSE com CPU+VGA congeladas e o resultado obtido foi um pouco acima dos 16000 pontos, que infelizmente não foi possível salvar por conta da máquina ter travado antes disso e no FS, uma pontuação na casa dos 33000 pontos seria viável para esse mesmo hardware.

  • Validação clock máximo de memória:

Por fim, foi feito um teste para tentar ver até onde conseguiria subir a frequência das memórias usando o Ryzen 7 5800X e se aproveitando do fato da Crosshair VIII Impact ser uma das melhores placas disponíveis no mercado para essa brincadeira, então, escalei as “lendárias” Crucial Ballistix Sport LT 3200CL16 e tratei de montar o Kingpin Ney PRO em um dos pentes da mesma forma improvisada que fiz da última vez, porém, agora usando pasta térmica entre o pot e as placas de alumínio que contactam a memória.

https://valid.x86.fr/w9u3cd

Foi possível validar 5200MHz com 30-28-28-56-217-1024 GD ON e 1.75V na memória, uma melhora de cerca de 200MHz em relação à última tentativa ainda usando a bios inicial da Crosshair VII Hero. É necessário ressaltar que estamos diante de um kit de memória de entrada cuja frequência padrão é de 3200MHz e também que esse teste foi realizado de maneira perigosamente improvisada com o restinho do LN2 disponível e a CPU rodando na água, o que implica que talvez ainda tenha margem para essas E-Die, contudo, o resultado obtido já pode ser considerado bastante satisfatório.

  • Conclusão:

Diante dos testes e resultados apresentados, foi possível chegar nos seguintes pontos:

  1. No final das contas, o limite do Ryzen 7 5800X acabou sendo aquele dos testes preliminares, não escalando acima dos 5925MHz, de forma que apenas foi possível melhorar o resultado no Geekbench 3 completando o teste com frequência de 5900MHz 1.73V. No que diz respeito ao CB/CBB, se manteve os -160 °C/-140 °C com FCLK @ 1900MHz não apresentando diferença mesmo com FCLK @ 1600MHz.
  2. Dos resultados nos benchmarks 2D, essa amostra acabou no Top-3 do ranking global do HWBOT na categoria 8x cores em alguns dos testes que rodei, ou seja, Cinebench R15, Geekbench 3 e GPUPI 1B.
  3. A respeito dos testes 3D, novamente, esse processador se mostrou bastante competitivo e com ele foi possível cravar três primeiros lugares e um quinto lugar com a Radeon RX5700 XT também rodando no LN2, no caso dessa, ela apresentou CB em -55 °C e se mostrou um pouco temperamental no overclock extremo.
  4. E por fim, no que diz respeito ao overclock na memória, foi possível empurrar um pente de Crucial Ballistix (Micron E-Die) 3200CL16 até os 5200MHz, uma ótima marca para um kit de baixo-custo como esse e certamente a C8I tem parte desse mérito, afinal de contas, a placa foi basicamente projetada para esse tipo de maldade. 😉

E é isso! Dúvidas, perguntas e sugestões são bem-vindas! Até a próxima!

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2 comentários

    1. Olá Geraldo,

      No LN2 vai 1900 com até -160ºC. A bios que usei é com AGESA 1100B, então não chega nos 2000, igual com a 1100C.
      Com a bios 1100C fui até 2100 1:1 apesar de meio instável, quando testei estava com a BIOS BETA e ela estava meio “estranha”, voltei para a anterior para testar no LN2.

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