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[Review] GALAX RTX3060 12 GB

Nesse review irei analisar a GALAX RTX3060, que se trata da representante de "média gama" da NVIDIA baseada na arquitetura 'Ampere', que marcou sua estreia com os modelos RTX3090 e RTX3080 em setembro do ano passado e assim como esses modelos maiores, também traz consigo suporte a Ray Tracing e DLSS... Continue lendo!

Fala pessoal, beleza?

Nesse review irei analisar a GALAX RTX3060, que se trata da representante de “média gama” da NVIDIA baseada na arquitetura ‘Ampere’, que marcou sua estreia com os modelos RTX3090 e RTX3080 em setembro do ano passado e assim como esses modelos maiores, também traz consigo suporte a Ray Tracing e DLSS. 🙂

Da embalagem, ela traz uma ilustração de um sujeito mascarado na frente da caixa e oferece destaque ao modelo da placa, quantidade de memória e saídas de vídeo disponíveis, enquanto a parte de trás destaca alguns usos possíveis para o produto.

A RTX3060 vem acomodada dentro de uma caixa de papelão forrada com espuma e o único acessório que acompanha o produto é o manual.

O cooler utilizado é uma unidade dual-slot com dois fans de 90 mm e não possui nenhum tipo de iluminação, o comprimento da placa é de cerca de 25 cm, o que não deve ser problema para a maioria dos gabinetes modernos mesmo considerando os modelos mais modestos e por fim, o TDP é de 170W e ela utiliza apenas um conector de força de 8-pinos, que está posicionado mais ao centro da placa por conta do PCB ser mais curto que o sistema de refrigeração.

No espelho traseiro, a GALAX optou por oferecer 3x Displayport e 1x HDMI, o que está dentro do esperado para uma placa moderna como essa.

Sobre a garantia, ponto positivo para a GALAX por não usar lacres nos parafusos ou coisa semelhante, o que é muito bom, pois permite ao usuário realizar a manutenção e limpeza da placa sem “nóias” relativas à perda da garantia, claro, isso considerando o manuseio correto da VGA de modo a evitar danos ao equipamento. Conforme consta no contrato de garantia, o seu prazo é de dois anos, podendo ser estendido a três anos caso a placa seja registrada no site do fabricante, o que é excelente!

A respeito do dissipador utilizado, o fabricante optou por um design usando heatpipes, que no caso, não fazem contato direto com a GPU e sim com uma “plate” que também é responsável pela dissipação de calor das memórias e outra menor para o VRM. Sobre o “backplate”, ele não possui “thermalpads”, portanto, tem apenas função estética e de dar maior rigidez a placa.

Sobre o PCB, como foi dito anteriormente, ele é bastante compacto e na parte da frente é possível ver a GPU GA106 com os seis chips de memória GDDR6, o VRM de 5 fases para a GPU e 2 para as memórias e o conector de força, enquanto na parte de trás, se encontram logo atrás do chip gráfico alguns capacitores responsáveis pela filtragem da tensão de saída do VRM, o controlador PWM da GPU e também os shunts utilizados para monitoramento do consumo. Cabe lembrar que esse PCB também é usado nas placas de referência e compartilhado com várias RTX3060 Ti, ainda que nesse caso possam existir algumas diferenças, como, por exemplo, no número de fases e no conector MiniFit utilizado.

Assim como as GPUs GA102/GA104, o GA106 também é fabricado pela Samsung em uma variante do seu processo de 8 nm otimizada para uso da NVIDIA e denominada “8N” e possui die size de 276 mm², sendo pouco menor até que o TU116, que é o chip da geração anterior utilizada nas GTX1660 (e variantes) e GTX1650 Super e que não possui suporte a RT.

Os chips de memória GDDR6 são os Samsung K4ZAF325BM-HC16 de 16Gbps e a página com suas especificações pode ser encontrada nesse link e como foi dito anteriormente, são utilizados seis desses chips em um barramento de 192-bits perfazendo um total de 12 GB de memória.

Em termos funcionais, a variante do GA106 utilizado na RTX3060 é o GA106-300-A1, que vem com todas as unidades funcionais ativadas, no caso, ele possui 28 SM’s (3584 SPs), 112 TMUs, 48 ROPs, 112 Tensor Cores e 28 RT Cores. Alguns podem estranhar que a contagem de Tensor/RT Cores diminuiu em relação ao chip da geração anterior, no caso, o TU106, porém, para as “Ampere”, a NVIDIA tratou de retrabalhar essas unidades e com isso foi possível não só compensar o menor número dessas unidades como também obter melhor desempenho.

Sobre o VRM da placa, são 5 fases para a GPU e 2 para as memórias, onde foram adotados os controladores uP9512R e uPI uS5650Q, respectivamente. A respeito do estágio de potência, a GALAX optou por utilizar powerstages Alpha & Omega AOZ5311N cuja corrente máxima suportada é de 50A e considerando uma frequência de chaveamento de 300KHz e tensão de saída de 1V, para uma corrente de 120A (GPU completamente em stock) a dissipação térmica do VRM deve ficar na casa dos 11W, para 140A (Overclock), 16W e por fim, para um cenário de overclock ainda mais agressivo com modificações para remover o Power Limit e talvez com incremento de tensão da GPU, 180A, uma dissipação de 23.5W, o que requer maiores cuidados com a refrigeração nesse último caso.

No estágio de filtragem, foram utilizados vários capacitores de polímero de alumínio de 820uF montados na parte da frente e 4 SP-CAPs, que também são de polímero de alumínio, porém, em formato SMD, na parte de trás da placa. Os indutores utilizados nos estágios de alimentação da GPU são de 0.22uH.

Feitas as apresentações, vamos às configurações utilizadas e aos resultados!

Configurações utilizadas:

CPU: AMD Ryzen 7 5800X (Obrigado Terabyteshop!)

MOBO: ASUS TUF Gaming X570-PLUS/BR (UEFI 3405 – Obrigado Terabyteshop!)

RAM: 2x8GB G.Skill FlareX 3200 CL14

VGA: GALAX RTX3060 12 GB (Obrigado NVIDIA!) / ASRock RX5700 XT Challenger (Obrigado Terabyteshop!)

STORAGE: SSD Goldenfir 256 GB NVMe + Kingston UV500 960 GB (Obrigado Terabyteshop!)

PSU: Antec Quattro 1200W

SOFTWARE: Windows 10 x64 2004 (Adrenalin 21.2.2 e NVIDIA 461.64 ), GPU-Z 2.37.0, 3DMark, Unigine Superposition, Shadow of Tomb Raider, GTA V e Cyberpunk 2077 v1.06

EQUIPAMENTOS EXTRAS: Medidor de consumo (Wattímetro, amperímetro) de tomada, basicamente um Kill-a-Watt genérico, FLIR One LT e termometro GM1312.

  • Objetivo dos testes:

Avaliar como a GALAX RTX3060 12 GB se comporta em termos de temperatura/consumo/ruído com a solução de refrigeração padrão, desempenho em alguns jogos e por fim, seus resultados em benchmarks competitivos. Explicações acerca da metodologia adotada ou de como os testes foram conduzidos estão contidas nos textos que acompanham os resultados a seguir.

  • Resultados:

Primeiramente, vamos ver como o sistema de refrigeração da GALAX se sai. Para fazer todos esses testes, foi usado o Unigine Superposition no preset “1080p High”, que é um benchmark suficientemente longo (cerca de 3 minutos de duração) e que simula bem uma carga de “uso real” do GPU, em outras palavras, não é um “power virus” como o Furmark que estressa a VGA a níveis irreais e normalmente faz a placa entrar em throttling por comando do ‘driver’. Para esses resultados, o ‘driver’ foi mantido nas configurações padrão e o Ryzen 7 5800X estava rodando em stock com as memórias na configuração padrão XMP (3200 CL14).

  • Temperatura/FLIR:

No gráfico abaixo, temos os resultados obtidos para diferentes configurações de clock e rotação do fan, onde a temperatura ambiente no dia dos testes foi de 30ºC sendo essa informação de suma importância para a interpretação dos resultados e mesmo para quem quiser ter uma ideia dos deltas.

Os testes foram conduzidos com a placa completamente em stock, stock com FAN @ 100%, overclock com FAN @ 60% e 100% e como mostrarei adiante, os 60% foram escolhidos por ainda estarem em um patamar de ruído ainda razoável para uso diário e não foi mexido no “Power Limit” simplesmente por conta desse modelo não permitir esse ajuste.

Dos resultados mostrados acima, é possível verificar que a solução de refrigeração original da placa foi capaz de entregar ótimo desempenho em qualquer uma das situações testadas, apresentando no pior cenário 72,4 °C para a GPU e 84,8 °C para o Hot Spot, o que está nos limites com bastante folga. Um ponto interessante a se observar é que a placa rodando com overclock e fan travado em 60% apresentou temperatura menor do que completamente em stock, o que é um claro indício de que a rotação das ventoinhas fica abaixo desse patamar, priorizando o silêncio na operação e a sanidade do usuário, de todo modo, mesmo a 60% essa placa se mostrou pouco ruidosa. Outro ponto importante é que a NVIDIA agora também apresenta leitura de temperatura de “Hot Spot”, porém, diferente da AMD, ela continua utilizando a temperatura de borda, que é a leitura que sempre existiu, para determinar o funcionamento do GPU Boost, de todo modo, esse novo sensor pode ser útil para verificar se a montagem do cooler ou aplicação de pasta térmica estão OK.

Também é importante ressaltar que esses testes aqui foram todos conduzidos em bancada e que a temperatura “ambiente” dentro de um gabinete tende a ser maior que a temperatura ambiente de fato, o que é um detalhe importante caso alguém venha a tentar reproduzir os resultados aqui apresentados. 😉

Para validar a temperatura das memórias e VRM, foi utilizado a FLIR One LT e como é de praxe, foram registradas as temperaturas na parte de trás do PCB e em ambos os casos, as imagens foram capturadas no último loop do Unigine Superposition com a placa em stock e depois com FAN @ 100% e overclock. A temperatura ambiente no momento desses testes foi de 33,8 °C.

Com a placa trabalhando nessas condições, foi verificado uma máxima de 85,7 °C para o VRM, 73,5 °C para as memórias e 78,7 °C para o GPU em stock com FAN Auto, o que são resultados aceitáveis e que definitivamente não representam problemas a longo prazo para os componentes utilizados, contudo, em caso de overclock um pouco mais forte certamente será necessário aumentar o fluxo de ar sobre o VRM. Já na situação com overclock e FAN em 100%, a temperatura do VRM foi de 73,5 °C, GPU 66 °C e memória de 62 °C, o que são ótimos resultados ainda que a custo de um nível de ruído um tanto incomodo para uso diário.

  • Temperatura/Frequência:

Na galeria abaixo, é possível verificar comportamento detalhado da placa em termos dos clocks e temperaturas ao longo do benchmark:

A RTX3060 apresentou grande estabilidade na frequência de operação ao longo do benchmark enquanto em stock, rodando um pouco acima dos 1900MHz com FAN @ 100%, porém, com overclock houve variação considerável por conta da placa estar batendo no limite do TDP (“Pwr PerfCap”), algo que pode ser resolvido apenas com Powermod ou talvez usando BIOS de outro modelo que permita o ajuste, de todo modo, ela ainda foi capaz de se manter acima dos 2100MHz na maior parte do tempo. Abaixo o gráfico com as pontuações obtidas em cada uma dessas rodadas.

  • Benchmarks – Jogos:

Sobre os testes com jogos, foram escolhidos o Cyberpunk 2077, o Shadow of the Tomb Raider (SOTTR) e o GTA V, por serem esses títulos ainda relevantes e também por ser os que estão a disposição, onde para o primeiro e o último foi utilizado o CapFrameX para capturar os resultados e no SOTTR foi utilizada a própria ferramenta integrada ao jogo. Apenas para referência, foram adicionados os resultados da Radeon RX5700 XT em stock, por conta dessa ser a GPU AMD que no momento é a mais próxima de ser uma alternativa a RTX3060, ao menos enquanto não houverem no mercado modelos menores usando a arquitetura RDNA2 na mesma faixa de preço.

  • No Cyberpunk 2077, foi utilizada a versão 1.06 do jogo, rodando em 1080p com o preset “High” com os testes em RT apenas ativando as opções relativas ao efeito com as luzes no médio e DLSS no modo “Quality”. Para obtenção desses números, foi utilizado a cinemática a missão “The Rescue”, começando no momento em que o carro sai da garagem até o que a van entra na frente.
  • Para o GTA V e SOTTR, em ambos os jogos foram utilizadas as ferramentas de benchmark inclusas, entretanto, no GTA V foi utilizado apenas a “pass 4”, que é aquela que começa com o caça passando por baixo da ponte enquanto o SOTTR simplesmente foi utilizado o resultado gerado pelo próprio jogo. Relativo ao GTA, existe a observação acerca da engine do jogo, que começa a ter problemas com o frametime e stuttering enquanto rodando com taxa de quadros (FPS) elevados, conforme pode ser visto nesse vídeo do Gamers Nexus. Abaixo estão as configurações gráficas utilizadas para obtenção desses números:

Resultados:

Sobre o desempenho apresentado, a RTX3060 e a 5700XT acabaram ficando bem próximas, contudo, é necessário destacar o suporte a Ray Tracing e também a DLSS na primeira, os quais são recursos bastante interessantes com adesão crescente nos novos títulos e no caso, a 3060 foi capaz de entregar desempenho bastante aceitável com RT+DLSS ativados em um título “pesado” como o Cyberpunk, sendo perfeitamente viável o seu uso em 1080p (1920×1080). Já em relação aos números com overclock, houveram ganhos de pouco mais de 7% na média em relação à placa em stock.

E por fim, sobre os resultados obtidos nos benchmarks competitivos, usando o sistema de refrigeração padrão e sem nenhuma modificação física na placa, foi possível obter resultados bastante similares aos obtidos pela RTX2060 Super, o que definitivamente não é mal, apesar de aquém do que a 5700XT pode entregar em condições semelhantes, porém, ainda existe muita margem após o Power Mod e definitivamente esse é um recurso que poderá ser explorado em um futuro próximo. 😉

  • Consumo:

Em relação ao consumo total do sistema, a RTX3060 se mostrou muito eficiente, apresentando uma diferença de 88W em relação a 5700XT para a máquina toda durante o teste do Unigine, o que coloca a placa da NVIDIA como superior naquilo que diz respeito a Performance/W.

  • Conclusão:

Diante do apresentado, foi possível chegar nos seguintes pontos:

A GALAX Geforce RTX3060 se mostrou uma placa muito decente do ponto de vista do sistema de refrigeração, o qual apresentou desempenho satisfatório a um nível de ruído aceitável, no caso, em stock com o fan na configuração automática, a temperatura da GPU ficou nos 72,4 °C enquanto o Hot Spot não excedeu os 84,8 °C, enquanto com o overclock e fans travados em 60% foram reportados 70,4 °C e 82,9 °C, respectivamente, o que indica que por padrão, a rotação das ventoinhas nem sequer atinge os 60%. No que diz respeito a temperatura do VRM e memórias, em stock foi observado 85,7 °C e 73,5 °C, respectivamente, o que está nos parâmetros para os componentes utilizados e considerando a temperatura ambiente de 33,9 °C, contudo, para aqueles que pretendem fazer overclock um pouco mais forte, envolvendo “Power Mod”, será necessário sacrificar um pouco do conforto acústico para manter a temperatura do VRM abaixo dos 90 °C.

Sobre os componentes utilizados no VRM, a GALAX optou por utilizar modernas “powerstages” fornecidas pela Alpha & Omega que por serem componentes altamente integrados, apresentam maior eficiência em relação ao que um arranjo utilizando mosfets discretos normalmente consegue, no caso, às cinco fases são suficientes para uso da placa em stock ou overclock sem incremento do Power Limit, algo que de qualquer maneira, só é possível com modificações na placa.

A respeito do desempenho em jogos, a RTX3060 apresentou desempenho bastante sólido nos jogos onde foi testada, apresentando números bastante próximos da RX5700 XT, porém, consumindo menos energia e com o bônus de ter suporte a RT e DLSS, que podem perfeitamente ser utilizados nessa placa em 1080p, o que é algo decente.

Nos benchmarks competitivos, a RTX3060 apresentou desempenho muito semelhante ao de uma RTX2060 Super, portanto, ficando atrás da 5700XT nesse quesito, porém, é necessário destacar ser facilmente possível tirar mais dessa GPU fazendo o “Power Mod”, algo que pode ser cogitado para testes futuros.

A respeito do preço, o preço sugerido pela NVIDIA para a RTX3060 é de US$329, porém, por n! motivos como, por exemplo, o atual ciclo de mineração e a alta de preço dos componentes por conta da pandemia tem afetado o preço dos GPUs de maneira drástica em todo mundo e no Brasil isso não poderia ser diferente, contando ainda com o agravante da desvalorização da nossa moeda, portanto, infelizmente, não esperem bons preços atualmente, contudo, para o sonhado dia em que os preços retornarem ao normal, essa placa tem tudo para ser uma boa opção para o jogador que busca bom desempenho em 1080p e compatibilidade com RT/DLSS.

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2 comentários

  1. Muito bom o Review. Parabéns. Nada melhor que abrir a placa e ver como ela é de verdade, medir temperaturas que não aparecem no GPU-Z por exemplo. Hehehe

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