Artigos Sistemas de refrigeração

XPG Levante 240 AIO – Análise e teste completo

Nesse review irei analisar o XPG Levante 240, que se trata de um Water Cooler AIO (loop selado) com radiador de alumínio de 240 mm que traz como diferencial iluminação RGB no bloco e nas ventoinhas... Continue lendo!

Fala pessoal, beleza?

Nesse review irei analisar o XPG Levante 240, que se trata de um Water Cooler AIO (loop selado) com radiador de alumínio de 240 mm que traz como diferencial iluminação RGB no bloco e nas ventoinhas.

A caixa do produto traz tanto na parte da frente quanto na de trás fotos do produto tal qual destaque ao modelo e suporte a RGB, enquanto na lateral, existe um gráfico a respeito das especificações das ventoinhas. Esse AIO possui compatibilidade com as plataformas LGA2066/LGA2011-V3/LGA2011/LGA11XX/LGA1366 e AMx/FMx.

Ao abrir a caixa, vemos que todo o conjunto vem bem protegido por papelão e plásticos. A XPG optou por fornecer um guia de instalação impresso, o que é algo de grande ajuda durante o processo de montagem.

A respeito do conteúdo e do kit de montagem, o fabricante tratou por identificar os componentes que são usados especificamente na plataforma AM4, o que deve poupar algum tempo na montagem. O backplate fornecido é adequado apenas ao uso na plataforma Intel de modo que nos AMD, deve ser utilizado o que vem juntamente a placa-mãe.

Aqui é possível destacar o bom acabamento das mangueiras e os conectores de energia e RGB saindo do bloco.

A XPG optou por licenciar o design da Asetek, o que é uma boa notícia, afinal de contas, a empresa dinamarquesa meio que foi a pioneira nos Water Cooler “All-In-One” lá em 2008 e permanece até hoje como uma referência nesse mercado, então, como é de praxe nos produtos baseados nos projetos dessa empresa, a bomba é integrada ao bloco, que apesar disso, ainda possui perfil relativamente baixo e foi customizado pela XPG, trazendo sua logomarca com iluminação RGB no topo.

O radiador usado é de alumínio e apresenta 276 mm de comprimento, 27 mm de espessura, 119 mm de altura e algo como 20 FPI, o que é bastante razoável e está dentro daquilo que costumamos ver na maior parte dos AIOs disponíveis no mercado.

Apenas como esclarecimento, a sigla “FPI” significa “Fins per Inch” (algo como “aletas por polegada”), é uma medida de densidade das aletas do radiador e um indicador do foco adotado no seu projeto, por exemplo, radiadores com FPI mais baixo possuem menor capacidade térmica que outros com FPI mais alto, no entanto, eles dependem menos de ventoinhas de alto desempenho e pressão estática muito elevada para vencer a resistência imposta a retirada do ar de entre as aletas, o que significa que se o objetivo for montar um sistema de Water Cooler com foco no silêncio, radiadores com FPI baixo são preferíveis enquanto se a ideia for buscar desempenho máximo ou estiver limitado no comprimento (por exemplo, um case ITX), os com FPI mais alto e maior espessura devem ser utilizados.

As ventoinhas utilizadas são RGB e possuem dimensões de 120 mm x 25 mm com hélice branca translúcida e a respeito de suas especificações, a XPG diz que elas trabalham com rotação entre 600~2000 RPM, produzem máximo de 61,5 CFM, 1,42 mmH2O de pressão estática e ruído de 34 dBA, onde o melhor ponto de operação procurando um equilíbrio entre ruído e desempenho deve ficar na casa dos 80% de Duty Cycle, isso segundo o gráfico disponível na caixa do produto. Outro ponto a se destacar é que elas utilizam conectores 4-pinos, portanto com suporte a PWM, algo que se faz necessário caso o usuário pretenda manter um perfil de trabalho mais silencioso e, além disso, existem também os conectores para RGB macho/fêmea compatíveis com as soluções oferecidas pela ASUS, ASRock, GIGABYTE e MSI enquanto usando os adaptadores fornecidos junto ao produto.

Do processo de instalação, ao menos na plataforma AMD, é muito simples e consiste em parafusar os prisioneiros no backplate original que acompanha a placa-mãe, encaixar o bracket AM4 no bloco e parafusar o bloco, sendo que a única ferramenta que é bom ter em mãos é uma chave philips, apesar de não ser necessário.

O composto térmico já vem pré-aplicado no bloco, em tese, bastando instalar e esquecer. Abaixo é possível ver que ela espalhou bem, comprovando que a base do dissipador faz bom contato com o IHS.

E novamente, com a GD900, cuja aplicação foi feita em formato de ‘X’ no IHS, o contato com a base do bloco foi muito bom!

Nos GIFs abaixo é possível ter uma ideia do efeito da iluminação RGB nas ventoinhas e no bloco, que são configurados por meio do software da placa-mãe.

As demais especificações do produto podem ser acessados diretamente no site do fabricantevamos então às configurações utilizadas e os resultados!

Configurações utilizadas:

CPU: AMD Ryzen 7 2700X (obrigado AMD!)

MOBO: ASUS ROG Crosshair VIII Impact

RAM: 2x8GB Crucial Ballistix 3200 CL16 (Obrigado Terabyte!)

VGA: GIGABYTE RX 5500 XT

STORAGE: SSD Sandisk 120GB

REFRIGERAÇÃO: XPG Levante 240 (Obrigado XPG)

Softwares utilizados: Windows 10 x64 2004, HWiNFO64 v6.42 e Blender 2.92

EQUIPAMENTOS EXTRAS: Termômetro digital GM1312, UNI-T UT353

Objetivo dos testes: Verificar o desempenho do XPG Levante 240 e da ‘interface’ térmica que acompanha o produto enquanto renderizando a animação “Classroom” no Blender por 30 minutos, tanto com a CPU em stock quanto em overclock. Maiores detalhes sobre os testes e a interpretação dos resultados podem ser encontrados nos textos a seguir.

Resultados:

  • Nivel de ruído:

Para realizar a medição de ruído, o UNI-T UT353 foi posicionado a cerca de 100 cm da bancada com as demais fans, excetuando-se os dos coolers e da fonte, desligados, afinal de contas, a ideia aqui é tentar “capturar” o ruído apenas do ‘item’ que está sendo testado, pois, o restante da configuração do leitor pode ser totalmente diferente do utilizado aqui, por exemplo, com ventoinhas diferentes, bombas de water cooler e por aí vai.

A unidade utilizada é o decibel, que se trata de uma unidade em escala logarítmica, em termos práticos, isso significa que o volume dobra de intensidade a cada 3dB, portanto, o dobro de 50dB não é 100 dB e sim 53 dB, entretanto, o ouvido humano apresenta a sensação de volume dobrado com um intervalo maior, entre 8 dBA e 10 dBA. De todo modo, apenas como referência, um ambiente silencioso como uma biblioteca apresenta nível de ruído na casa dos 30 dBA.

Com as ventoinhas e bomba operando em sua rotação máxima, o Levante se mostrou um pouco ruidoso, ficando na casa dos 41 dBA, o que de certo modo já era esperado ao considerar o gráfico acerca do nível de ruído na caixa do produto, o que definitivamente pode ser ajustado pelo usuário posteriormente, no entanto, para o review é sempre adotado a configuração na rotação máxima e caso exista, algum perfil pré-definido por algum software distribuído com o produto.

  • Desempenho:

Para os testes de desempenho, foram incluídos resultados utilizando a ‘interface’ térmica original e outro usando a pasta térmica GD900. O Wraith Prism foi testado apenas com a GD900. A rotação das ventoinhas foi aplicada em 100% para ambos os casos, com a chave seletora do Prism no “L”.

Nos testes em overclock, foi utilizado o R7 2700X @ 4.1GHz 1.3375V LLC 3 e VDDSOC 1.025V com memória configurada em 3200MHz XMP. O motivo para se usar o R7 2700X ao invés de um Ryzen de geração mais atual é que os modelos baseados em chiplets, por conta da maior densidade térmica devido ao processo de 7 nm e menor área de troca de calor, afinal de contas, o CCD do Zen3 tem cerca de 80 mm², acabam por trabalhar em temperaturas mais elevadas simplesmente por não conseguirem colocar o calor para fora da mesma forma que o 2700X, portanto, ao menos em um primeiro momento, o bom e nem tão velho R7 2700X deve continuar sendo utilizado para testar sistemas de refrigeração.

No gráfico dos resultados, os valores apresentados são o delta T (ΔT), que se trata da diferença entre a temperatura da CPU e a ambiente, retirando assim esse ultimo fator da jogada.

O modelo da XPG apresentou um delta de 38,71 °C em stock e 46,35 °C em overclock, o que até o momento coloca esse modelo como o melhor já testado aqui no site para essa metodologia que vem sendo adotada nos últimos artigos, algo que deve continuar firme e forte para que possamos ter mais modelos para comparativo futuro. Em relação ao modelo da Raijintek, o Levante apresentou maior nível de ruído, contudo, também entregou maior desempenho.

No que diz respeito a ‘interface’ térmica que vem pré-aplicada ao bloco, apresentou excelente desempenho, empatando com a GD900, o que é muito bom e denota que não existe a necessidade de investir em uma pasta térmica melhor para extrair desempenho ótimo do produto.

Conclusão:

Diante dos testes e resultados apresentados, foi possível chegar nos seguintes pontos:

A respeito da qualidade de construção, o XPG Levante 240 foi muito bem nesse quesito, sendo ele um design oficialmente licenciado pela Asetek, que é a pioneira para esses Water Coolers “All-In-One” e que inclusive, já se encontra na sua sexta geração, sempre passando por mudanças evolutivas sem alterações drásticas, o que é um bom indício a respeito do quão bom é o seu projeto. Do trabalho na base, ela não é espelhada, porém, ao menos é lisa, a bomba apresenta funcionamento suave e o kit de montagem AMD é de simples instalação, dispensando ferramentas além do contato com o IHS ser bom.

Sobre o nível de ruído, o produto acabou sendo um pouco ruidoso com as ventoinhas trabalhando em sua rotação máxima, apresentando nível de ruído de 41,1 dBA para um ambiente a 36 dBA, o que certamente se faz notório, contudo, é possível amenizar essa característica fazendo o ajuste fino da curva de rotação das fans, algo que de um jeito ou de outro, praticamente todas placas-mãe modernas permitem fazer, inclusive pode-se utilizar as informações do gráfico impresso na caixa. Por outro lado, a bomba apresenta operação bastante silenciosa e definitivamente não deve incomodar ninguém.

No que concerne ao desempenho, o XPG Levante 240 até o momento está no topo do comparativo dentre os modelos que foram testados com mesma metodologia, no caso, o delta de temperatura ficou em 38,71 °C com o R7 2700X em stock e 46,49 °C com overclock, o que são ótimas marcas e permite concluir que apesar do nível de ruído um pouco maior com as fans em 100%, ele também entregou desempenho condizente, o que não é nada mal!

Da pasta térmica que acompanha o produto, é excelente e pode ser usada sem medo de estar perdendo desempenho, o que também dispensa investimento adicional em outro composto térmico.

Relativo ao preço, o XPG Levante 240 está sendo vendido na Terabyteshop por R$949.90, o que é algo um tanto quanto puxado para um Water Cooler AIO com radiador de 240 mm, afinal de contas, por esse valor é possível encontrar opções com radiador de 360 mm ou mesmo alternativas mais baratas de 240 mm, ainda que nem sempre elas sejam baseadas em ‘designs’ da Asetek como é o caso desse modelo, então, o que temos aqui um é produto tecnicamente excelente e que pode até ser uma boa compra caso venha a ser encontrado por um preço mais camarada.

E por hoje é isso pessoal! Dúvidas, críticas e sugestões são bem-vindas! Até a próxima!

Gostou desse artigo? Ele lhe foi útil? Considere contribuir com o crowdfunding ou doação para que seja possível continuar trazendo novos conteúdos aqui na The Overclocking Page!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: